Termo de consentimento para procedimento estético: o que deve conter
O termo de consentimento protege o paciente e a clínica, mas só quando é específico e bem explicado. Veja os itens essenciais e os erros mais comuns.
Por quanto tempo a clínica precisa guardar prontuários, quando o papel pode ser digitalizado e o que garantir para o documento digital valer.

Armários cheios de fichas, caixas no depósito e o medo de jogar algo fora que possa ser pedido anos depois. A guarda de prontuários é uma dor antiga das clínicas. A Lei 13.787, de 27 de dezembro de 2018, trouxe regras claras sobre digitalização e prazo de guarda.
Este texto resume os pontos principais. Normas dos conselhos profissionais (CFM, CFO e outros) podem trazer exigências adicionais para cada categoria, então confira também a regulamentação da sua área.
Pela lei, os prontuários em papel e os digitalizados podem ser eliminados depois de 20 anos contados a partir do último registro. Não é da primeira consulta: cada novo atendimento renova a contagem.
A lei também prevê que um regulamento pode definir prazos diferentes conforme o potencial de uso do prontuário em pesquisa, para fins legais ou como prova. E, em vez da simples eliminação, o prontuário pode ser devolvido ao paciente.
A lei autoriza a digitalização dos prontuários. O documento digitalizado conforme a lei e os seus regulamentos tem o mesmo valor probatório do original.
Para isso, o processo de digitalização precisa garantir:
Há divergência entre interpretações sobre o nível de certificação digital exigido para descartar o papel depois de digitalizar. Antes de eliminar documentos físicos, confirme a regra do seu conselho profissional.
Mesmo digitalizado, o prontuário continua sujeito ao sigilo profissional e à LGPD. Isso significa controlar quem acessa, registrar os acessos e proteger contra vazamento. Um prontuário digital mal protegido pode ser mais arriscado do que um armário trancado.
Avaliações, fotos de antes e depois, termos de consentimento assinados e exames fazem parte da história clínica do paciente. Mantê-los ligados à ficha, e não espalhados em celulares e e-mails, facilita a guarda e protege a clínica em caso de questionamento.
No Cligox, o prontuário eletrônico reúne atendimentos, avaliações, fotos padronizadas e termos assinados na ficha do paciente. Depois de finalizado, o atendimento não muda: correções só por adendo, com motivo, e cada acesso ao prontuário fica registrado. Veja o prontuário do Cligox.
O termo de consentimento protege o paciente e a clínica, mas só quando é específico e bem explicado. Veja os itens essenciais e os erros mais comuns.
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