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Antes e depois nas redes: o que CFM e CFO permitem

As regras de publicidade mudaram nos últimos anos. Veja o que médicos e dentistas podem publicar, com quais cuidados e por que a autorização do paciente é indispensável.

Ilustração de duas fotos de antes e depois, uma câmera e um sinal de autorização

Fotos de antes e depois estão entre os conteúdos que mais atraem pacientes. Também estão entre os que mais geram dúvida e processo ético. As regras mudaram nos últimos anos e variam conforme o conselho profissional.

Este texto é um resumo para orientar a conversa com o seu marketing. Ele não substitui a leitura das resoluções nem a orientação do seu conselho regional.

Medicina: Resolução CFM 2.336/2023

A resolução, que entrou em vigor em março de 2024, substituiu a regra anterior e passou a permitir a divulgação de imagens de antes e depois, com condições. Entre os pontos destacados:

  • a publicação deve ter caráter educativo, com as indicações do procedimento;
  • deve mostrar a evolução do caso, incluindo que os resultados podem variar e as possíveis complicações;
  • nada de promessa de resultado ou de linguagem sensacionalista;
  • o paciente não deve ser identificado sem a sua autorização.

Também há regras sobre como o médico se apresenta: quem não tem título de especialista não pode se anunciar como especialista.

Odontologia: Resolução CFO 196/2019

A resolução do Conselho Federal de Odontologia autorizou a divulgação de selfies e de imagens do diagnóstico e do resultado final de tratamentos. Os pontos centrais:

  • é preciso autorização prévia e expressa do paciente, registrada em termo de consentimento;
  • as imagens devem ser de casos do próprio profissional;
  • seguem proibidos, entre outros, anúncio de preços, oferta de serviços gratuitos e imagens de procedimentos em andamento.

O que vale para todos

Autorização por escrito, específica para imagem. Não basta o termo do procedimento. O uso de imagem para divulgação precisa de autorização própria, clara sobre onde a foto será usada. Isso atende também à LGPD, porque foto de paciente é dado pessoal e, ligada ao tratamento, dado de saúde.

Fotos padronizadas. Mesma posição, mesma luz, mesmo enquadramento. Comparação honesta exige isso, e fotos padronizadas também são melhores para acompanhar o tratamento.

Guarde a autorização junto do caso. Se a imagem for questionada, você precisa encontrar o termo assinado em minutos, não em dias.

Revogação. O paciente pode retirar a autorização. Tenha um processo para tirar a imagem das redes quando isso acontecer.

Cuidado com o algoritmo. Além das regras dos conselhos, as plataformas têm as suas próprias políticas. Imagens com exposição de pele, cirurgia ou sangue podem ser removidas ou levar à restrição da conta.

Na dúvida, pergunte ao seu conselho

Os conselhos regionais publicam orientações e respondem consultas. Antes de lançar uma campanha com imagens de pacientes, vale confirmar o entendimento atual da sua categoria.

No Cligox, as fotos da avaliação são padronizadas por posição, o antes e depois compara a mesma posição em avaliações diferentes, e os termos de autorização são assinados por link e ficam guardados na ficha do paciente.

Fontes